In
Cath,
friendship
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| esperei 6 temporadas para finalmente ver stydia forte. é este o paralelo para hoje. |
O problema, é que eu também mudei.
Domingo passado a partir das 21h mais ou menos, comecei a sentir-me "acelarada" - eu já vos tinha explicado que eu tenho estes feelings e parece que adivinho - e não passou tão cedo, nisto recebi um telefonema às onze da noite. Se estava em casa, se podia descer, se não me importava. Nunca isto tinha acontecido, só entrava no carro do Stiles em contexto coro e se isso aconteceu 2 vezes foi muito (por outro lado ele já entrou muito no meu [um aparte: o carro dele tem 2 lugares, o meu tem 4/5 então pronto]mas sempre com outras pessoas). Nas últimas semanas houve diversos eventos (festas da terrinha, coisas do coro, saídas com amigos que são comuns claro) que levaram a que a gente conviver (ainda) mais um bocadinho. Como já tinha dito, de certeza que na cabeça dele eu não deixei de ser das amigas mais próximas que ele tem (apesar de tudo, eu mantive-me nos arredores mesmo tendo cortado um pouco, então de há umas semanas para trás ele voltou a desabafar com a Nea e a Nea voltou a dar conselhos e, claro, dar na cabeça).
Desci, entrei no carro com cara de "então?" e perguntei "o quê que se passa??". A cara, a perna a abanar e as mãos que não paravam dele disseram tudo, antes de ele dizer o que quer que fosse. "Precisas mesmo que te diga com todas as letrinhas ou já chegaste lá...", suspirei, fiz uma cara de 'já percebi' e ele disse num sussurro que mal se percebia "acabou...". "Fala, conta tudo" foi o que disse, e ele assim fez. Durante a hora e meia seguinte foi basicamente isso, ele a falar e a desabafar. Esteve a explicar-me tudo o que se passara principalmente naquela última semana, tim tim por tim tim. Tinha acabado de a deixar em casa, e veio para aqui para me contar tudo porque não podia ir para casa ou os pais iam perceber na hora (devido ao estado em que estava), pelos vistos o que mais lhe custou e há-de custar é o estado em que a deixou, e não tanto o estado dele - acho que por aqui já dá para perceber muita coisa. Fui a primeira a saber, de todas as pessoas ele escolheu vir desabafar comigo. "Mesmo depois de tudo sinto que ainda posso confiar em ti".
Isso é verdade, confiar pode, ouço-o. Não podia era contar que eu estivesse ali e a fosse defendendo, isso nunca. Ia contando as coisas e sempre acrescentando uma frase que pudesse "desculpar" as atitudes dela, o que eu cortava e aproveitava para lhe abrir os olhos quanto às atitudes tóxicas.
Aquilo não estava uma relação boa e saudável, nunca o foi! Estou aqui para o fazer perceber isso aos bocados, e afastá-lo de cair no erro de voltar (porque ela não quer isto, e pede-lhe vezes sem conta para reconsiderar), por agora quer-me parecer que ele está mesmo cansado e não volta a cair no erro de estar numa relação em que não pode fazer nada, em que tudo é motivo para discussão (em que basicamente não pode ter amigos).
Agora eu, eu não sou a Nea que era há 3 anos e não estou aqui de braços abertos pronta para voltarmos a ser os melhores amigos que éramos. Primeiro, porque nós não somos quem éramos, ambos crescemos! Depois, porque a mágoa ainda está aqui. Há pessoas que dizem inclusive que "há uma chama", que no fundo ele sempre gostou de mim ou no mínimo está a começar a gostar agora. Eu não me iludo muito a esse ponto, fico sempre de pé atrás, não confio. Vai ter de "andar" e batalhar mesmo muito para chegar perto de mim e ter de novo um lugar no meu coração, quanto mais não seja, enquanto melhor amigo de novo.
Acho inclusive que ele já reparou, na minha frieza ("eu acabei a relação, preciso de apoio agora e ela fica distante e com ar de chateada ainda assim" aposto que é um dos seus pensamentos. Claro, 3 anos a tentar e fazer para que ele abrisse os olhos e só agora? Não... Vai levar com distância um bom tempinho claro). (no meio disto tudo eu até pareço a outra que exige o fim da relação, mas nós nuncaa, juro nunca, tivemos o que quer que fosse além de amizade forte). Sou muito fechada neste aspecto, mas não posso agir como se nada se passasse, ser a amiga querida que lhe dá apoio e lhe manda mensagem a perguntar como está todos os dias, não posso. Se é orgulho? Talvez, mas é o meu mecanismo de defesa depois de tudo...
E é esta a minha verdade, porque quem me vê no dia a dia vê uma Nea normal que pode até dar sinais que ainda gosta e se preocupa com o Stiles. Mas chego a casa, chego aqui, a vocês e o que vai cá dentro (até quando estou com ele e não demonstro), é isto.
*Inseri até o ☸ no título para invocar boas energias *
As coisas estão a mudar, vamos ver o quanto e por quanto tempo*
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| nesta foto podia perfeitamente ser ela |
Tenho um primo mais velho, do lado do meu pai, que está junto com uma rapariga e já têm uma menina muito querida. Este fim de semana foi o aniversário dela e eles convidaram a minha avó, a minha tia e a minha avó - também me disseram para eu ir claro mas tinha uma cerimónia com o coro e não podia, foi um fim de semana cheio! - resultado eles conviveram com a família do outro lado, da moça também claro. Conversa puxa conversa e o meu pai falou com uma cunhada desse meu primo sobre a minha dissertação e o que estava a abordar, o que sucedeu? A moça mostrou-se super interessada e disse que queria falar comigo para me ajudar no que pudesse, ligou-me do telemóvel do meu pai e depois lá me deu o seu número! Falámos e ela entregou também a sua tese há pouco tempo, é da área da Psicologia, disse que percebia a fase pela qual estava a passar. Que a tese por si só é muito complicada, e ainda ter todo o stress dos pais separados em cima só era pior, pelos vistos na altura dela os pais também estavam quase a separar-se e estava tudo uma "merda" então compreende a minha fase! Pareceu-me ser mesmo uma pessoa "formada", que sabe do que fala mas ao mesmo tempo super acessível e "louca que nem eu!" pela maneira como me fala.
Vamos marcar um café, eu levo um caderno, falo melhor da minha investigação e vamos trocando ideias. Acho que só vai ser bom para mim!
Dei uma de criminóloga mesmo claro, e acabei a pesquisar o facebook dela através do meu primo, lá a encontrei! Adoro a vibe que já me transmitiu, parece ser louquinha mesmo, "uma fixe", muito culta e viajada!! É só fotos das suas viagens a África, Índia e por aí fora. Adorei!
Vamos a isso, ansiedade social não me pode prender, tenho de fazer amizades assim, estabelecer contactos que me possam ajudar e fazer-me bem!
Tenho estado mais (sim mais, cada vez mais) com as minhas primas. Não sei se já disse aqui, mas a minha tia (tia avó, mãe de uma das minhas primas) tem um café e a sala de jogos é só para a família então, desde sempre a gente vai para lá e convive assim, é o nosso spot.
Digamos que as minhas primas, são tão loucas como eu. [Chamemos de Emma, Sam e Nath] A Emma é a mãe da Nath que tem 15 anos e é a priminha mais nova com quem fui ver o Shawn em Março, ela é novinha mas junta-se a nós - principalmente a mim e à Sam - em tudo e temos conversas super profundas com ela, tem uma personalidade muito própria, não leva desaforos para casa, é muito crescida para a idade dela então tem opiniões super válidas e partilha muitos dos meus gostos, as conversas que tenho com ela são sempre do melhor e sinto que estou a falar com a Sam (que tem 27 anos).
No caso da nossa relação de primas, a idade é mesmo um número porque falamos de tudo, fazemos muita coisa juntas. Aliámos o melhor de dois mundos ao sermos primas, e amigas!
Ontem fizemos uma sessão de cinema caseira, com direito a pipocas e tudo, vimos 'Five Feet Apart' o típico romance dramático young adult que eu só adoro. A Sam acabou por não se poder juntar a nós, e o baby estava aborrecido então a Emma teve de o levar para casa e acabámos por ser só eu e a Nath a ver. Claro que chorámos, quem não chora naquele filme não tem alma. É que a Nath não é pessoa de demonstrar sentimentos, de se emocionar (ela própria diz que é fria), e até ela chorou e se emocionou!! Adorei o filme, tanto que agora quero muito ler o livro.
Outro acontecimento nas nossas vidas loucas, na segunda feira estávamos no café à noite, a fazer nada, até que a Sam decide colocar música a dar no telemóvel. Maioritariamente sertanejo (Marília Mendonça, e depois Wesley Safadão até o funk da Anitta) resultado? Nós louquinhas no spot, a cantar aos berros na sofrência com a típica coreografia sertaneja (mão na cara, ou no ar, balançar, cabelo de um lado para o outro). Entretanto entra o baby aos berros também, com espuma de barbear nas mãos (e em todo o lado vá) a fazer das suas peripécias habituais.
É isto, é isto que também me tem feito sorrir :))
E a vocês?
- Update quanto ao post anterior
- Dissertação
- Como estão as coisas por casa
- Concerto do F* Ed Sheeran!





